Logo da Universal

Por conta da pandemia vários filmes vão demorar mais que o esperado para chegar aos cinemas. Um dos casos mais polêmicos aconteceu com a Universal, onde o estúdio desistiu de lançar Trolls 2 nas telonas e lançou o filme diretamente nas plataformas sob demanda. Isso gerou diversas críticas, inclusive a AMC Theaters decidiu não exibir filmes da Universal caso ela continuasse com essa atitude nos lançamentos de seus futuros filmes.

Contudo, nesta semana, a AMC e Universal entraram em um acordo e isso gerou mais polêmica. Um acordo feito entre as duas empresas oficializou o lançamento dos filmes nas plataformas sob demanda após três semanas do lançamento teatral. Tal acordo beneficiará as duas empresas e com certeza mudará o mercado do cinema.

Agora, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, veio esclarecer esse acordo. Ele revelou que isso não acontecerá com todos os filmes, e tal acordo pretende trazer mais lucro na janela que fica logo depois que os filmes saem do cinema.

Shell disse em uma matéria do Deadline: “Os filmes são a nossa força vital. Nos últimos dois anos, tornou-se cada vez mais difícil gerar os mesmos retornos nas primeiras janelas de lançamento. Acreditamos que o novo modelo nos EUA restaurará parte dessa economia, provavelmente não fará mais filmes, mas manterá os níveis de produção iguais aos do passado”.

Ele acrescentou: “A longo prazo, sempre acreditamos que há um segmento crescente da população por aí que não vai aos cinemas. Essa estrutura com a AMC nos permite tirar proveito das pessoas que vão ao cinema, já que haverá 17 dias de exclusividade no mínimo para as salas, mas logo depois na mesma janela de marketing, podemos aproveitar esse público muito grande que não sai de casa para ver filmes. E isso tudo dentro da janela do marketing gigantesco com o qual gastamos, que só é efeito para os cinemas. Portanto, achamos que essa estrutura nos permite explorar esse fluxo de receita incremental, permitindo que a AMC a compartilhe um pouco e, ao mesmo tempo, preservem a janela do cinema que é tão crítica para os negócios cinematográficos”.

“Eu espero que os filmes fiquem nos cinemas por mais de 17 dias. Esse seria o tempo normal, mas podemos alterar isso com base no tipo de filme”, finalizou Jeff Shell.

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